Sobre o Blog

O CapoeiraCrônicas Decoloniais é uma iniciativa editorial e eletrônica criada pelo  jornalista e gestor cultural Luciano Medina Neto. Trata-se do Blog ou folhetim eletrônico que tem como objetivos: a publicação, difusão e repercussão do cotidiano de detentores culturais, urbanos e rurais, tradicionais e contemporâneos na região de Campinas e da Grande São Paulo.

Publicizar as diferentes formas de transmissão do saber, práticas culturais, hábitos e costumes locais; histórias e memórias que tenham impactos na preservação e valorização das expressões e linguagens culturais de territórios descolonizados. O cotidiano do indivíduo na rua, em casa, na comunidade, no trabalho, no botequim, no açougue da vila, nas festas populares serão fontes permanentes de observação e produção jornalística.

O meio. O Blog é um diário virtual que tem o objetivo de relatar e registrar os fatos e as interpretações do autor. Se tornou tão popular que se converteu para muitos operadores do jornalismo como um veículo noticioso, conforme aponta J.B Pinho no livro Jornalismo na Internet da Editora Summus. O blog o Capoeira esta coberto pela plataforma colaborativa WordPress.

O Folhetim Impresso ( tablóide 12 páginas 4×4) O termo Folhetim, do francês Feuilleton surgiu na França em 1790, mas só se tornou popular a partir de 1840 quando suas narrativas tinham como objetivo a conquista de clientes para os Jornais da época. No Brasil, esse modelo narrativo chega importado da França e rapidamente ganha adeptos e o sucesso, principalmente na capital imperial da Época, a cidade do Rio de Janeiro.

O Folhetim originalmente era uma seção literária presente na parte inferior de uma página de jornal ou revista. Sua função era preencher espaços vazios com publicações de prosas, novelas e romances, e que servia como entretenimento ao leitor. Por essa razão, o folhetim obteve sucesso; espaço que revelou para a literatura brasileira nada mais nada menos que Machado de Assis, Lima Barreto e que publicou a conta gotas o romance A Moreninha de Joaquim Manuel de Macedo em 1844.

Com o passar do tempo a utilização do Folhetim ganhou novos contornos e o conceito do termo se ampliou, sofisticou ao passo que seu acesso se restringiu a guetos artísticos, culturais e jornalísticos.

A Crônica . Gênero jornalístico livre e pessoal orientará a transmissão e difusão dos conteúdos. O formalismo do lide deve nortear a produção nas categorias em que lhe exigirem a sua aplicação.

A ideia básica e o conceito de crônica significam cotidiano, algo corriqueiro que ocorre a todo instante. Rubem Braga considerado o maior cronista brasileiro respondeu a uma pergunta sobre que era crônica dizendo se tratar de um “registro do instante”, sendo assim é presumível se tratar de qualquer instante.

O Dicionário Aurélio de 1984 contribui com a seguinte definição: “Crônica é o conjunto de notícias ou rumores relativos a determinados assuntos”. Adoto como método esse conjunto de conceitos que justificam e dão a dimensão da riqueza e pluralidade que é a língua portuguesa, sobretudo aquela residente nas ruas, cortiços e quebradas, que por sinal é objeto de observação dessa proposta.