Racismo, Colonialismo Colonialidade e os caminhos

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    Por Natalia Lopes dos Santos/

    “Racismo/colonialismo/colonialidade marcam o nosso tempo. A raça e seus contratos de dominação (Mills, 2008) são os fundamentos alicerces da lógica colonial, perpetram a morte, aniquilamento, desencante e humilhação.

    A colonialidade é uma espécie de marafunda e carrego colonial (Rufino, 2017, 2016), ela opera como um sopro de má sorte que mantêm o assombro e a vigência de um projeto de dominação nas dimensões do ser/saber/poder. (…) Porém, mais do que identificar o que marca o nosso tempo e o que emerge enquanto demanda a ser vencida, devemos nos ater a forma que atravessaremos.” (Excerto do texto de Luiz Rufino Rodrigues Júnior – Pedagogia das encruzilhadas).

    A mensagem de Luiz Rufino Rodrigues Júnior me leva a pensar que, mais do que nos manifestarmos contrários a práticas violentas racistas e discriminatórias, precisamos promover a reflexão crítica sobre que caminhos temos escolhidos para resolvermos as demandas do nosso tempo.

    Há muito tempo, os movimentos sociais vêm dizendo que o racismo, o machismo, o feminicídio, o patriarcado, o adultocentrismo e mais um monte de outros ismos estão postos e engendrados nas formas de organização das sociedades. A grande questão é, o que que eu tenho feito para combater as desigualdades que estão postas?

    De que modo tenho atendido e correspondido as atrocidades que aparecem nos jornais dos últimos dias?! Há algo dentro de mim que coopera para a manutenção dessas atrocidades?! Há alguma coisa ou algum pensamento que eu possa mudar para que a nossa realidade mude também?

    Quais são os “fantasmas” mais primitivos, mais escabrosos que continuam perpassando na nossa mente, no nosso comportamento, na nossa forma de ser e estar no mundo que permitem que tudo isso continue acontecendo?

    Percebo que mais do que manifestar, é necessário um esforço de reflexão crítica sobre a própria realidade, a realidade do outro, a realidade da nossa sociedade, a realidade do mundo. Hoje, todo mundo lembra o nome do João Alberto Silveira Freitas, mas amanhã, boa parte esquece e voltamos aos acontecimentos racistas nosso de cada dia.

     

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