Que rei sou, o Brasil que deu certo

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De acordo com o historiador, professor e escritor Luiz Antonio Simas, o Brasil deu certo, e é um projeto colonial potencialmente exitoso.

Quem estão errados somos nós, pretos e pardos, operários e domésticas, moradores das comunidades e periferias, beneficiários de programas sociais e das ações afirmativas, enfim, somos nós é que não demos certos.

A massa dos trabalhadores e miseráveis no Brasil servem como alavanca para a sanha e  ganância dos poderosos como juizes, milicos e parcela significativa dos representantes dito do povo que acessam o grosso dos cofres públicos.

Veja, os magistrados vossas excelências ou eminências por meio do portentoso Conselho Nacional de Justiça acabam de autorizarem para si próprios reajustes salarias e adicionais que beiram 2 milhões de reais para cada. Enquanto nós, periféricos e de comunidade estamos na dependência dos iluminados guiados por Deus como no Feudalismo à mercê de concessões mensais míseros 600 reais, e que irritam semanticamente o tal o mercado, fica nas tamancas com Luiz Inacio Lula da Silva

Veja, somos obrigados a assistir nos noticiários aberrações de um salário irrisório para os senhores Senadores que mensalmente recebem 33 mil reais fora os benefícios de gabinete que chegam aos 120 mil reais, entre passagens áreas, gasolinas, carros blindados, moradias funcionais, entre outros privilégios.

Veja, tudo isso aos ecos vocabulares e perniciosos da grande imprensa, que alimenta o que de pior existe do colonialismo, o racismo. Sim é de um cinismo atroz. O grande liberal reacionário Estadão promove a luz do dia e nas redes sociais a difusão racista ao divulgar o crime cometido por um branco privilegiado da casta dos milicos, como se fosse de uma mão preta que empunhasse armas de fogo.  A dita peça jornalística é uma reprodução exemplar do que é o racismo estrutural, objeto de crítica permanente da branquitude.

E por último, o do dito empresário criminoso que atacou verbalmente Gilberto Gil no Catar. Detentor de uma franquia na cidade de Volta Redonda e que de forma fraudulenta obteve auxílio emergencial num dos períodos mais fúnebres da pandemia no Brasil

Enfim, voltando a máxima de Simas, o Brasil deu ou não deu certo para essa gente? Errado somos nós ao reclamar um teto de gasto para matar a fome do povo brasileiro.

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