Presidente da Fundação Palmares causa indignação

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Por Ricardo Mezavila

Presidente da Fundação Palmares é o porta-voz dos supremacistas brancos e do inquilino que habita a presidência

Fundação Palmares é responsável pela elaboração e defesa de ações e políticas para a capoeira e outras manifestações negras

Esse revisionismo sobre a trajetória dos negros, homens e mulheres, no Brasil, faz parte de um projeto de embranquecimento que tramita nos corredores dos palácios de uma gente bem nascida, adepta à eugenia, que se aproveita da desqualificação moral do inquilino que habita a presidência e seus capangas

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, vem causando indignação e revolta com atitudes racistas em nome de um Fundação que foi criada para valorizar e promover a preservação dos valores culturais, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira.

É como se Camargo fosse um capitão-do-mato, como disse Benedita da Silva, que foi retirada de uma lista de personalidades negras da Fundação, assim como Marina Silva, Preta Gil e David Cardoso.

Sérgio Camargo tem uma expressão estranha no olhar, parece um infiltrado, um entrante, uma marionete que se move de acordo os movimentos dos supremacistas, como se tivesse sido capturado pela Klu Klux Klan e devolvido com um cérebro pervertido. Quem olha por trás dos olhos de Sérgio Camargo?

Na gestão de Camargo a Fundação Palmares vem censurando biografias de lideranças negras da história em seu site. Funcionários denunciaram que a extração de conteúdo foi ordenada pelo atual presidente da instituição, que tem por finalidade a preservação dessa memória.

O governo tutelado quer reescrever a experiência negra no país. Artigos sobre Zumbi dos Palmares, sobre os abolicionistas Luis Gama e André Rebouças, entre outras personalidades negras de projeção na história, sumiram do site.

Esse revisionismo sobre a trajetória dos negros, homens e mulheres, no Brasil, faz parte de um projeto de embranquecimento que tramita nos corredores dos palácios de uma gente bem nascida, adepta à eugenia, que se aproveita da desqualificação moral do inquilino que habita a presidência e seus capangas. Como John Lennon em Nobody Told Me“Há nazistas no banheiro debaixo da escada”

Ricardo Mezavila Escritor, Pós-graduado em Ciência Política, com atuação nos movimentos sociais no Rio de Janeiro.

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