O ano velho se foi

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E o ano velho se foi
Adeus tristezas
E se vai pelo horizonte
As dificuldades vividas

E a renovação tão esperada
Irá vir harmônica
Como se fossem as ondas do mar
Como se fosse o deslizar

Da velha serpente
O encanto do arco íris
Para nos gritar
Que coisas novas virão

Mas ficaram as velhas amizades
O berimbau antigo
O tambor do ancestral
As lembranças das alegrias

E o ensinamento
Serão velhos e novos caminhos
Preservação do que é bom
Cair na estrada

Fazer música boa
Viver sem muitas vaidades
Escutar mais os acordes
Daquele velho violão

“Para dançar as cirandas
Interagir com as crianças
Que um dia serão velhas
E o antigo é cargo é posto”

Porque trazem
Nos tropeços da vida
Lições necessárias
Para nós ensinar

E que venha o novo!!!
E que o ano velho
Deixe enterrado
Os desamores

A homofobia
O machismo
O ódio a raiva
O racismo

A ganância
Que saiu do velho armário
E que tudo isso vire flores
E que a chuva lave as almas

E que brotem as sementes
Vamos rezar mais a lua
Abraçar mais pessoas
E amar sem freios

Neste novo ano
Que chegou de mansinho
Para nos abençoar


Oluandei Diá Ngola

Poeta, capoeira, angoleiro, é do candomblé. Na política é de esquerda.

 

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