Boas maneiras são um referencial útil para os capoeiristas que buscam qualidade e são analisados a todo o momento na sociedade de capoeira. É importante saber que, quanto maior o nível de sua graduação, maior é o critério e o rigor com que o capoeirista é avaliado.

Todo comportamento é analisado, e a preocupação em não ter uma boa aceitação nos gestos, atitudes e palavras faz com que, dia após dia, eles tenham mais preocupação com a sua aceitação nos relacionamentos sociais.

A preocupação em transmitir uma boa imagem e uma boa aparência faz com que eles se tornem civilizados e cuidadosos, e isso representa  grande vantagem profissional. A segurança de seus trabalhos depende de boas maneiras e do trato gentil e agradável.

A educação e os bons modos jamais poderão ser esquecidos pelos capoeiristas, porque isso irá contribuir para melhorar o relacionamento entre os seus companheiros e na sociedade em geral. Cultivar a boa imagem e a cortesia é uma atitude muito bem vista pelos demais companheiros.

Aquele que é grosseiro limita o número de pessoas à sua volta e, consequentemente, as oportunidades que poderão surgir. O capoeirista que se descuida do asseio pessoal, usando roupas sujas ou com mau cheiro, fere as boas maneiras e demonstra falta de consideração para com o próximo. É desagradável ficar próximo de alguém que esteja sujo e é desconfortável estar ao lado de alguém que apresente mau cheiro.

A capoeira é um esporte, e os capoeiristas ao praticarem se exercitam. Esse fato faz com que eles transpirem e se sujem também. As mãos juntam sujeiras do chão e, ao encostar no uniforme branco, acabam transferindo a sujeira da mão para a roupa, causando má impressão.

Os capoeiristas experientes evitam sujar a roupa, e os mais asseados levam sempre um uniforme limpo de reserva, caso precisem. Num mundo competitivo, onde a aparência é a porta de entrada, os capoeiristas buscam desenvolver tratos agradáveis que propiciem  boa imagem em relação ao grupo a que pertencem, projetando isso por toda a sociedade de capoeira.

As pessoas, de um modo geral, gostam de ser valorizadas. Pode ser um mestre ou um professor cujo trabalho tem valor social, assim também um aluno ou graduado cujo desenvolvimento na sociedade capoeira tenha aceitação.

Muitas vezes, um capoeirista possui uma ideia e quer colocá-la em prática e, para tal, ele elabora um plano e uma meta. Agindo dessa maneira, ele consegue obter o melhor resultado possível para o evento que deseja realizar. Qualquer ação exige um tempo, uma aplicação, um empenho, uma perspectiva, um sonho.

Muitas vezes, o próprio capoeirista, em vez de apoiar as iniciativas de outros colegas, simplesmente ignora ou faz pior: despreza a ideia do companheiro. O capoeirista que não respeita o companheiro é um propagador negativo da própria capoeira.

Quando um capoeirista faz um convite para um evento, seja batizado, curso, viagem, palestra, show, apresentação etc., o seu colega, educado e experiente, aceita o convite e se interessa para saber mais sobre o evento, compreendendo o valor cultural e capoeirístico que está sendo promovido.

O outro capoeirista, mal-educado, vacila, não dá a devida atenção e até mesmo menospreza o trabalho do companheiro.


Mestre Biro – Capoeira e Escritor

Autor dos livros, Capoeira, cultura que educa, o Carroceiro e a Irmandade

 

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