Poéticas/ Estou de pé

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Estou de pé
No chão de terra batida
Vendo a Açucena brotar
O berimbau é o gunga

Que berra boi!!!Faz todo o sertão acordar
Ao longe em cima do tronco
Está o carcará
Silencioso a nos observar

E há tantas cobrar venenosas
Que devemos escapar
Sopra pemba camarada
Chama o tempo

Põem dendê neste kiumba
Para o facão poder cortar
Se vista de mariwo
Tenha fé neste guerreiro

Que o mal não vai lhe pegar
Firma o pé
Canta pro galo preto
Deixa o berimbau desatar

Kizila ė maldição
Que devemos evitar
Corra daquele que não tem
Nada para trocar

Fuja das más línguas
Use a navalha para cortar
Valei me santo bento grande
Não existirá almirante
Que me fará o cabresto usar


Oluandei Diá Ngola

Poeta, capoeira, angoleiro, é do candomblé. Na política é de esquerda

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