Cultura de Fresta

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A pratica da capoeira é por definição cultural, histórica e social no Brasil, um gesto transgressivo, subversivo, uma oposição ao cotidiano colonizado de parcela da população que sequer sabe que a capoeira é uma manifestação genuinamente brasileira, fruto da reinvenção e (re) existência de um povo que teve seu corpo escravizado

Bateria da Capoeira.Culturas de Frestas são aquelas originárias da população subalternizada afro-ameríndias e que criaram códigos símbolos e rituais que celebram a vida de uma forma distinta, igualmente sofisticadas àquelas que as subestimam.

Por caracterizar-se como transgressivas aos padrões europeus, as práticas, os costumes e a transmissão de todo o conjunto de saber oriunda das frestas e das festas tradicionais, são possuidoras de instrumentos de proteção que são próprias e livres.

A Capoeira, o Afoxé, o Jongo, o Batuque de Umbigada e a Roda de Samba são algumas manifestações tradicionais, contemporâneas, potentes que transgridem pelo simples fato de existirem.

O termo Cultura de Fresta é uma criação de Luis Antonio Simas, historiador, compositor e detentor do Xambá, de acordo com ele fresta simboliza e representa o som subversivo emitido pelo surdo de terceira, que transgride a normatização sonora marcada pelos surdos de primeiro e segundo em uma bateria de escola de samba. A escola de samba e sua bateria compreende na contemporaneidade uma expressão cultural-artística de contraponto a colonialidade e modernidade.

A percussão dessa agremiação tem uma linguagem própria, que comunica o saber tradicional cujo entendimento só possui aquele que dispõe a transcender a normatização da educação formal e, portanto, do discurso oficial. A Cultura de Fresta é subversiva às normas formais condicionantes e de herança predominante eurocêntrica.

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