Alma Preta É uma série de entrevistas com personalidades da comunidade negra de Pirassununga-SP. E aqui nós vamos traçar um panorama da situação atual de nossa cidade. Vamos abrir um diálogo muito urgente e necessário pra trazer à tona os males que o racismo impregnou aqui e vamos trazer também um pacote de soluções, porque de nada adianta entender e apontar os vários problemas e não trazer soluções que sejam reais.

Como é que a gente vai dar os primeiros passos? O que a gente deve fazer? Como é que a gente age em situações que ainda não vivemos, mas que sabemos que acontecem o tempo todo e bem do nosso lado?

Por isso, a presença determinante dos nossos entrevistados! Agradeço imensamente a cada uma e um de vocês: Márcia Mineiro, Celso Oliveira, André Luiz, Vania Faria, Sonia Gomes, Sergio Cezario e Alexandre Umbelino. As soluções que nascerem aqui podem servir de base para orientar políticas públicas em nossa cidade. Esse é um dos objetivos.

Ouvir e dar voz a quem enfrenta no dia a dia e na pele essa doença que precisa ser exterminada, mas pra isso, temos que sair da zona de conforto e conversar, encarar a responsabilidade sobre tudo o que estamos presenciando.

O #racismo é um tema muito incômodo ainda hoje, porque se transformou em assunto proibido, um tabu, por causa da mentira descarada que reinou no Brasil de que aqui era uma terra amistosa, tranquila. Nunca foi e isso hoje tá escancarado. E isso é também uma questão cultural. A cultura é transformadora. Isso todo mundo sabe, né? Tanto é que foi o primeiro ministério a ser extinto. Mas que cultura racista é essa, que tenta matar e exterminar uma comunidade e com ela todo um conhecimento, histórias, saberes e fazeres?

O ano 2020 foi um marco, um divisor de águas nas lutas raciais no mundo inteiro, movimentos antirracistas protagonizados por pessoas negras travaram batalhas históricas. Mas por aqui a nossa batalha ainda é criar e manter laços entre nós. Tivemos grandes conquistas, e é exatamente por causa dessas conquistas que estamos enfrentando uma brutal violência contra a população negra, em especial contra mulheres e crianças. Enquanto houver racismo, não haverá democracia!

Não há democracia sem o respeito a liberdade religiosa e cultural, não haverá a consolidação de nenhuma sociedade enquanto permitirmos a presença do racismo. Não dá mais pra assistir passivamente a esse cenário sem fazer nada… Não dá pra tratar do racismo sem ouvir a comunidade negra. Tá na hora da gente se posicionar, e entender qual é o nosso papel nessa sociedade.


Não há justiça social e racial sem que as necessidades e os interesses de 55,7% da população brasileira sejam plenamente atendidos. Eu, mulher branca e periférica, descendente de negras, negros e indígenas abro a minha boca e trabalho pela erradicação do racismo.


E isso é uma questão cultural. Pra quem é importante discutir e dar visibilidade a questão racial? Quem se responsabiliza por essa ação crítica hoje? Que arte está nascendo nesse momento com a pandemia e tantas outras epidemias que estão entre nós? Esse projeto que me acompanha há anos e faz parte de meu repertório é dedicado as nossas ancestrais, aos nossos ancestrais, à cultura afro-brasileira, ao continente africano, ao povo negro e brasileiro que merece #respeito.

É nesse tripé que me alicerço: arte, espiritualidade e ciência e, foi assim que “Alma Preta” nasceu! Ano passado foi ao ar a 1ª entrevista com Márcia Mineiro e vem muito mais pela frente. Em 2021 falaremos e faremos muito mais. Vamos juntos? Salve a #comunidadenegra de #pirassununga. Vocês me inspiram e enobrecem esse projeto.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui