Afrodrag e cantora diaspórica Barbárie Bundi reflete afetividade negra em seu álbum de estreia. AQUÁTIKA traz cinco composições inéditas: Aquátika, Água do Congo, Água-Viva, Pega Eu e Kimbanda; O álbum será lançado no próximo dia 13 de junho, em todas as plataformas digitais de música

Com direção artística e musical de Caboclo de Cobre, produção de Marcelo Sant’anna da AquaHertz Beats, AQUÁTIKA é o primeiro mergulho sonoro de Bundi na reflexão sobre afetividade negra, sobre Dengo, palavra de origem kimbudu, que em seu sentido mais profundo e ancestral significa o encontro entre negrxs. “Nessa sociedade racista, o amor está articulado ao mundo branco. Para nós negrxs, ele não funciona. Não é um álbum de baladas românticas.


É uma afrofabulação, um trabalho de cura, de reconexão ancestral, de kimbandaria, de amor, de encontro. Aquatika é meu corpo abrindo um espaço líquido de memórias.”, reforça a afrodrag, nascida nos bares e esquinas do centro e periferia soteropolitana.


De acordo com Barbárie Bundi, AQUÁTIKA propõe um encontro consigo, com o outro e “é a minha maneira de falar para todas as bixas pretas que estamos juntas”. “Para nós de candomblé, a água representa cura e eu queria fazer um trabalho que também pudesse ajudar no equilíbrio do Orí/cabeça, por isso emerjo em uma fábula aquática. Apesar de toda violência social que vivenciamos, não queria que o álbum fosse um trabalho sobre dor, mas que se tornasse um apontamento de caminho, de futuro”.

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