Quando o mestre reúne os alunos para ouvir suas opiniões, ele consegue antecipar possíveis conflitos e dificuldades, minimizando  os problemas sociais internos, além de melhorar a capacidade produtiva dos seus alunos e desenvolver a interação social do grupo.

Busca-se com as reuniões de capoeira fazer com que os alunos compreendam as potencialidades e as limitações do grupo, além de posicionar como ele se encontra. Elas fazem refletir a realidade e também colher e passar dados e informações que auxiliam na estruturação e na união do grupo. Nelas levantam-se os problemas e os planos de metas, definindo-se os eventos de capoeira, os batizados, as viagens, os cursos e as palestras.

As propostas que o mestre criam devem ser amadurecidas pelo tempo e, se depois forem realizadas, antecipam as expectativas dos alunos, ajuda na união, na confiança mútua e na integração do grupo.

Nessas reuniões, o mestre orienta seus alunos para assumirem atitudes diante de determinadas questões relacionadas à realidade da capoeira. Exemplos: qual deve ser a postura do capoeirista perante outro capoeirista, independentemente da sua escola ou grupo; qual é a postura que ele deve ter diante de um mestre e qual a sua conduta nas rodas de capoeiragens.

Vale sempre lembrar que é importante o mestre valorizar o seu trabalho, pois é ele quem mostra o significado das músicas, do jogo de capoeira e do toque de berimbau, e passa os valores para todo o grupo.

Ele possui mais compreensão e visão da realidade de seu próprio trabalho e, com isso, procura conscientizar os seus alunos e discípulos, passando valores e posturas dentro dos fundamentos, impulsionando-os para uma força de mobilização e participação, a fim de alcançarem as metas e os objetivos pretendidos.


Mestre Biro – Capoeira e Escritor

Autor dos livros, Capoeira, cultura que educa, o Carroceiro e a Irmandade

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