Quando se fala em capoeira, imagina-se uma luta carregada de surpresas e movimentos decorrentes da malícia no gingar, marcada pelo ritmo do berimbau.

E é isso mesmo! Ela é uma valiosa expressão motora da cultura brasileira e uma parte viva da história do nosso país.

Ela é viva porque é um esporte livre, onde cada capoeirista pode introduzir seus movimentos e, à medida  que isso é feito, surge uma nova história.

A cada momento em que se toca o berimbau numa roda, algo inédito floresce, assegurando a cultura e dando vida e alegria aos praticantes.

Inventado por negros tidos como escravos na época da colonização do Brasil, a capoeira era praticada somente por homens. Nota-se que a cada dia são quebradas mais barreiras de preconceitos, ganhando-se adeptos de ambos os sexos, de diversas classes sociais e faixas etárias, tanto no Brasil quanto em muitos  países, rompendo fronteiras e adaptando-se às diversas culturas.

Essa potencialidade é que faz com que a capoeira seja o esporte que vem obtendo aceitação e crescendo em número de praticantes em todo o mundo. Ela proporciona o desenvolvimento da capacidade motora, rítmica, bem como a interação com os movimentos sociais e culturais.

Atualmente, a capoeira é uma excelente profissão, e as pessoas que a praticam podem profissionalizar-se, tornando-se educadores da cultura popular afro-brasileira e fortes aliados para assegurar e resgatar esta linda e rica arte popular.


Mestre Biro – Capoeira e Escritor

Autor dos livros, Capoeira, cultura que educa, o Carroceiro e a Irmandade

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